quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma exposição aquariana em Friburgo




A exposição “Museu Artenarede – a trajetória de um sonho” tem tudo a ver com nosso “Universo Paralelo”, por isso publico hoje a história dela aqui no blog esperando que frutifique e se viralize concretizando o projeto de um futuro museu de arte contemporânea em nossa cidade.

  • São dezessete obras de arte de artistas brasileiros e estrangeiros que escapam do virtual e se exibem num espaço real, na galeria da Usina Cultural, da Energisa, no centro da cidade em Nova Friburgo. O projeto “Museu Artenarede” pioneiro nas artes plásticas, inverte o caminho do virtual para o real. Fruto de um trabalho de conclusão de curso de Sistemas de Informação, da Estácio Nova Friburgo, em 2000, sob a orientação da professora Catherine Beltrão  ganhou unânime nota dez. A ideia inicial de criar um banco de dados para catalogação de obras de arte na rede visava registrar obras de inúmeros artistas, em qualquer lugar do planeta, a qualquer hora. Além disso, as imagens das obras catalogadas poderiam ser utilizadas em outros contextos como, por exemplo, ilustração de cartões virtuais, cartões de visita, calendários, papel de carta e jogos que utilizam imagens, como quebra-cabeças e jogo da memória. A iniciativa tornou-se empresa e foi abrigada na incubadora da UERJ. A tecnologia de catalogação de obras de arte criada pelo projeto foi registrada e ganhou o certificado de Mérito no Prêmio de Inovação Finep, em 2004. Hoje conta com 4602 obras catalogadas.
  • O sucesso do empreendimento gerou, em 2002, a iniciativa de solicitar aos artistas do site “Artenarede” a doação de obras de arte para a formação de um museu na cidade de Nova Friburgo. Seria o primeiro museu do município em seus quase 200 anos de existência. Outra vez, a resposta dos artistas foi surpreendente e os trabalhos começaram a chegar da cidade, do Brasil e do exterior criando o site “Museu Artenarede”. Hoje o acervo é de 67 obras vindas de vários estados do Brasil – Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, além de outros países como Portugal, França e Argentina.  
  • Catherine Beltrão, entusiasmada com o projeto, diz que “Um sonho não se torna realidade sem o envolvimento de mais pessoas além do sonhador. A criação e construção do museu envolveu 38 artistas que acreditaram no projeto e doaram 67 obras. O “Museu Artenarede” já possui uma história, um caminho percorrido. Mas essa história está só começando, pois mais  artistas deverão doar obras que precisam de um espaço permanente para serem apreciadas pelo público. A cidade de Nova Friburgo, com quase 200.000 habitantes e a seis anos de seu bicentenário, merece um museu: o “Museu Artenarede” precisa sair do espaço virtual e ocupar seu espaço real.”
  • Não é totalmente aquariano?



domingo, 23 de setembro de 2012

Saudades de Artur da Távola

Ando pensando muito nele, ultimamente. Talvez por ser época de eleições. Era ele que sempre orientava os meus votos. Quem o conheceu de perto sabe que é impossível esquecê-lo. Para mim, além do que vai no coração, ficaram também algumas crônicas publicadas na imprensa e que ele mandava via e-mail para os amigos (tive o privilégio de estar nesta lista). Hoje publico uma delas, em forma de poesia com a qual me identifico e que, tenho certeza, retrata muito bem o espírito de meus leitores do “Universo paralelo”...

A Alma dos Diferentes
(Artur da távola)

Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que
ainda não foi imitado,
nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado
de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não agüentar,
caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser sempre
mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato
onde está um diferente,
talentos são rechaçados;
vitórias, adiadas;
esperanças, mortas.

Um diferente medroso, este sim,
acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes
percebem porque os outros
não os entendem.

Os diferentes raivosos
acabam tendo razão sozinhos,
contra o mundo inteiro.

Diferente que se preza entende
o porquê de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar
- mesmo sem querer -
alterando algo, ameaçando rebanhos,
carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual,
a inveja do comum, o ódio do mediano.

O verdadeiro diferente
sabe que nunca tem razão,
mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo,
já no primário, onde os demais, de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar
o que é peculiaridade e potencial
em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:
"Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em:
"Você não está vendo como todo
mundo faz?"

O diferente carrega desde cedo apelidos
e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo
se transformaram  (e se transformam)
nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais
começarem a perceber.

Diferente é o que se emociona
enquanto todos em torno,
agridem e gargalham.
o que engorda mais um pouco;
Ora onde outros xingam;
Estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo
onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que
só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,
porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar riso,
deboche, escárnio,
e consciência dolorosa de
Que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos,
machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso,
bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos,
joelhudos, de pé grande, de roupas erradas,
cheios de espinhas, de mumunha,
de malícia ou de baba.

Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser,
conseguindo ser,
sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas moradas estão
tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte
para suportá-lo depois 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eu tive câncer

É verdade, isso aconteceu comigo três vezes. A primeira foi há onze anos. A segunda há oito anos, a terceira há três. A partir dessas experiências aprendi novos conceitos a respeito das doenças e, principalmente, da vida. Não estou contando tudo isso para me expor, ou me exibir, nem vou falar sobre a doença, as cirurgias, ou os tratamentos. Isto pertence ao passado e, hoje, só me importa é que estou curada. Meu objetivo é encorajar as pessoas que já passaram ou estão passando por um tratamento de câncer (números que aumentam a cada dia). Meu foco vai para o que acontece com uma pessoa a ponto de adoecer dessa forma e dizer que acredito que a fé e a espiritualidade aliada aos novos conceitos da medicina emocional/energética nos levam à cura do câncer (e de outras doenças graves). Felizmente a ciência já se dedica a essas pesquisas como nos mostrou o “Globo Repórter” da última sexta-feira.

sábado, 8 de setembro de 2012

Existe vida abaixo da Via Láctea?

Uma leitora me perguntou se acredito em vida fora da Terra. Essa é uma questão constante na mente dos humanos, desde os pequeninos até os mais velhos. Das religiões, passando pelo esoterismo e atingindo a ciência, todos se indagam a respeito desse mistério ainda indecifrável. Será mesmo indecifrável? Numa entrevista, ao vivo, pela TV com os astronautas da estação espacial Mir, o repórter perguntou a mesma coisa: “Vocês acreditam que haja vida fora da Terra?” E as respostas são cada dia menos vagas e incrédulas. “Por que haveríamos de ser os únicos nessa imensidão do Universo?” Especulou o astronauta para, em seguida, dizer que a própria presença deles, naquele treinamento, visava a preparação para uma missão a Marte. Viagem que teria como um de seus objetivos investigar a possibilidade da presença de água no subsolo do planeta, e, quem sabe, também, de alguma forma de vida? Há quem diga, nos meios ufológicos, que uma “restrita” comunidade científica detém o conhecimento (e até provas concretas) de seres extraterrestres. As maiores suspeitas recaem sobre a Área 51, do exército americano, em Nevada. Lá, dizem os entendidos, existem muitos segredos escondidos. E por que o poder supremo do planeta negaria essa informação aos terráqueos? Bem, eliminando todas as fantasias que giram em torno do assunto, temos que admitir que a revelação da presença de seres alienígenas romperia com todos os conceitos que alicerçam a raça humana, até hoje. Num sistema antropocêntrico como o nosso, é impossível suportar a perda da hegemonia e supremacia em todas as áreas do Universo! Isso sem falar nas religiões, sem exceção, que não incluem outros seres no sistema de criação do Divino - não importa como ele seja representado. Seria possível conviver com uma quebra de paradigma tão grande? Resistiríamos ao desmoronamento de mitos inquebrantáveis como os da Bíblia, ou do Mahabarata? Acho que cada um de nós deveria se investigar a respeito. Da resposta surgiria, sem dúvida, uma razão para não nos terem contado nada sobre alguma nave, ou extraterrestre capturado em algum lugar do planeta. Mas minha resposta à leitora é bem objetiva. Acredito sim, que haja vida fora da Terra. E essa vida, não precisa, necessariamente ser igual à nossa. Vamos abandonar o antropocentrismo! Quem disse que outros seres precisam de oxigênio, ou de água para sobreviver. Como afirmar que eles necessitam ter uma matéria corporal como a nossa? Que tal aceitarmos a possibilidade de seres invisíveis, uma forma qualquer de vida apenas inteligente, sem corpo, só mente? Essa certeza me basta. A partir daí, não preciso especular a respeito das aparições de naves, contatos de primeiro, segundo e terceiro grau. Até porque, todas essas ocorrências que a ufologia nos relata, também são antropocêntricas e pouco ricas. Em quase vinte anos de pesquisas na área anticonvencional do conhecimento, sempre em busca de novos conceitos não vi nenhum relato que me convencesse totalmente. Todos dependem da minha fé, ou crença no que os outros estão dizendo. Será possível que em tantas aparições nenhum extraterrestre tenha deixado uma prova concreta de sua existência? Fé, por fé, fico com minha: há vida além da nossa, mas estamos muito longe ainda de tangê-la. A não ser que a Nova Era derrube os tabus e nos revele, finalmente, essa grande verdade. Quem viver verá!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Afinal, o que é “tarô para o autoconhecimento”?

Andam me perguntando o que é “tarô para o autoconhecimento”. O tarô é um instrumento simbólico de manifestação do inconsciente. Suas 22 cartas representam as energias do Universo disponíveis para nossa trajetória de vida. Cada uma remete a um campo específico de nossa constituição física, emocional e espiritual (energética). Quando abrimos as cartas do tarô diante de alguém, ou de nós mesmos, recebemos várias informações transmitidas por nosso inconsciente através das imagens dos arcanos escolhidos. São dicas para compreendermos com os olhos do invisível as energias que nos cercam naquele momento. A partir da decodificação destes símbolos, possibilitado pelo conhecimento teórico do conjunto das cartas e pela interação e leitura da aura (energia) de quem os está consultando, podemos investir no que está positivo, desprezar o negativo, ou insistir no negativo com cautela, sabendo que haverá dificuldades. Exemplo: Alguém quer viajar, porém o jogo mostra que não é um bom momento para deslocamentos e movimentos. Diante desta informação a pessoa pode desistir de viajar e aproveitar para ficar quieta em seu canto fazendo outras coisas; ou insistir na viagem sabendo que poderá ter problemas. A segunda opção diminui o nível de dificuldades encontradas na viagem, pois o conhecimento de uma ação não favorável, nos prepara para os imprevistos. Isto é adivinhação? Não, apenas leitura de tendências energéticas. Se essas tendências se mostram muito claras no jogo, pode-se até arriscar algumas afirmações que se transformarão, ou não, em previsão, dependendo das atitudes da pessoa que consulta as cartas. O que se aprende num curso de tarô? Conhecer o que é o campo energético por onde transitam as cartas, especialmente a aura humana, através da qual a energia se manifesta. Observar as auras uns dos outros, visualmente e com a ajuda de óculos especial. Distinguir os baralhos – arcanos maiores e menores – e seus vários tipos. Perceber a diferença entre o tarô e o baralho cigano. Preparar o local para a proteção do jogo. Identificar os arcanos maiores, um a um, com suas energias específicas. Aprender e praticar um tipo de jogo. Este é o primeiro estágio. Depois, num segundo momento, se os alunos gostarem tem mais!

sábado, 28 de julho de 2012

Curso de “Tarô para o autoconhecimento” com Cristina Gurjão

Sábado, 25 de agosto, no Rio, no recém-inaugurado “Espaço do Agora”, na rua Mena Barreto, em Botafogo, das 15:00 às 18:00, tem início o primeiro módulo do curso “Tarô para o autoconhecimento: introdução ao tarô”. Os temas são: a história do tarô; diferença entre arcanos maiores e menores; o despertar da intuição; como preparar sua aura para o jogo (visualização da aura a olho nu e com óculos especial) - proteção pessoal e do ambiente -; diversos tipos de baralho e como escolher o seu; e o significado geral de cada arcano maior. Neste módulo os alunos aprendem um jogo simples para começar a praticar. O segundo módulo tem como temas: divisão dos arcanos maiores por planos; os arcanos maiores e suas contrapartes; inversão de cartas; aspectos positivos e negativos; as cartas do carma; consagração do baralho; análise aprofundada de todos os arcanos maiores; jogo da Morgana de Avalon. O curso se desenvolve em dois módulos independentes, um sábado por mês e custa R$ 90,00, por pessoa, cada módulo. Estão abertas as inscrições antecipadas para o primeiro módulo com vagas limitadas – grupos de 12 pessoas. Os interessados podem se comunicar através do telefone (22) 2522-4917 ou do e-mail cristinaholistico@cristinagurjao.com.br para receber os procedimentos de inscrição.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O ANJO E O DEMÔNIO QUE EXISTEM EM CADA UMA DE NÓS

Olho-me no espelho e vejo um anjo. Do lado de lá uma fisionomia tranqüila, suave e bela me observa. Não me aborreço com os aspectos imperfeitos de mim mesma, pois eles parecem enevoados. As rugas, as bolsinhas debaixo dos olhos e a papada sobre o queixo que tanto me incomodam, desvaneceram-se. Até a barriguinha perdeu a nitidez. Por que será que hoje tudo que me perturba está tão sem importância? Desço as escadas e vou preparar o café. Meus pés parecem que não tocam os degraus. Que coisa esquisita! Estou voando! Logo, logo chego à cozinha e num minuto me desincumbo da tarefa que, normalmente, leva uma eternidade. A realidade parece um sonho. Será que ainda estou dormindo? Só percebo o que, de fato, aconteceu, quando ao sentar para tomar a primeira refeição do dia, machuco minhas asas no encosto da cadeira. Gente, virei um anjo! Imediatamente, ouço uma voz impertinente dizendo: “Virou um anjo não, este é apenas o seu “lado anjo” se manifestando. Ainda estou aqui, queridinha, para lembrar a você de algumas coisinhas.” Pronto, foi o suficiente para mexer com minha segurança. Os temores retornam como por encanto e um turbilhão de pensamentos densos me acometem. Subitamente, a vida volta ao foco e me recordo que estou no meio do mês e não tenho mais nem um tostão para pagar as contas! Ao mesmo tempo, me lembro que já estou atrasada para uma reunião importantíssima. Corro para o banheiro para me arrumar e sinto um peso nas pernas. Ai essas varizes...Quando me olho, novamente, no espelho, me deparo com minhas rugas de expressão e penso que preciso marcar logo a consulta para acabar com elas. Mas, só entendo o porquê dessa repentina mudança de estado de espírito, ao tropeçar num estranho e comprido rabo na entrada do chuveiro. Meu Deus, virei um demônio! Em vez de me assustar, assumo as rédeas da situação e digo para mim mesma que isto é, apenas, o meu “lado diabo” se manifestando!... E, praticando tudo que aprendi em minha jornada de autoconhecimento, aplico o único antídoto eficiente para encerrar a batalha entre anjos e demônios, quer sejam eles internos, ou externos: o equilíbrio. Respiro fundo, volto ao meu eixo, enxergo a realidade, simplesmente, como ela é e passo a viver o presente. Calmamente, escovo os dentes e ao levantar a cabeça, do outro lado do espelho, vejo uma mulher normal com a boca cheia de espuma: nem anjo, nem demônio!