sábado, 8 de setembro de 2012
Existe vida abaixo da Via Láctea?
Uma leitora me perguntou se acredito em vida fora da Terra. Essa é uma questão constante na mente dos humanos, desde os pequeninos até os mais velhos. Das religiões, passando pelo esoterismo e atingindo a ciência, todos se indagam a respeito desse mistério ainda indecifrável. Será mesmo indecifrável?
Numa entrevista, ao vivo, pela TV com os astronautas da estação espacial Mir, o repórter perguntou a mesma coisa: “Vocês acreditam que haja vida fora da Terra?” E as respostas são cada dia menos vagas e incrédulas. “Por que haveríamos de ser os únicos nessa imensidão do Universo?” Especulou o astronauta para, em seguida, dizer que a própria presença deles, naquele treinamento, visava a preparação para uma missão a Marte. Viagem que teria como um de seus objetivos investigar a possibilidade da presença de água no subsolo do planeta, e, quem sabe, também, de alguma forma de vida?
Há quem diga, nos meios ufológicos, que uma “restrita” comunidade científica detém o conhecimento (e até provas concretas) de seres extraterrestres. As maiores suspeitas recaem sobre a Área 51, do exército americano, em Nevada. Lá, dizem os entendidos, existem muitos segredos escondidos.
E por que o poder supremo do planeta negaria essa informação aos terráqueos? Bem, eliminando todas as fantasias que giram em torno do assunto, temos que admitir que a revelação da presença de seres alienígenas romperia com todos os conceitos que alicerçam a raça humana, até hoje. Num sistema antropocêntrico como o nosso, é impossível suportar a perda da hegemonia e supremacia em todas as áreas do Universo! Isso sem falar nas religiões, sem exceção, que não incluem outros seres no sistema de criação do Divino - não importa como ele seja representado.
Seria possível conviver com uma quebra de paradigma tão grande? Resistiríamos ao desmoronamento de mitos inquebrantáveis como os da Bíblia, ou do Mahabarata? Acho que cada um de nós deveria se investigar a respeito. Da resposta surgiria, sem dúvida, uma razão para não nos terem contado nada sobre alguma nave, ou extraterrestre capturado em algum lugar do planeta.
Mas minha resposta à leitora é bem objetiva. Acredito sim, que haja vida fora da Terra. E essa vida, não precisa, necessariamente ser igual à nossa. Vamos abandonar o antropocentrismo! Quem disse que outros seres precisam de oxigênio, ou de água para sobreviver. Como afirmar que eles necessitam ter uma matéria corporal como a nossa? Que tal aceitarmos a possibilidade de seres invisíveis, uma forma qualquer de vida apenas inteligente, sem corpo, só mente?
Essa certeza me basta. A partir daí, não preciso especular a respeito das aparições de naves, contatos de primeiro, segundo e terceiro grau. Até porque, todas essas ocorrências que a ufologia nos relata, também são antropocêntricas e pouco ricas. Em quase vinte anos de pesquisas na área anticonvencional do conhecimento, sempre em busca de novos conceitos não vi nenhum relato que me convencesse totalmente. Todos dependem da minha fé, ou crença no que os outros estão dizendo. Será possível que em tantas aparições nenhum extraterrestre tenha deixado uma prova concreta de sua existência? Fé, por fé, fico com minha: há vida além da nossa, mas estamos muito longe ainda de tangê-la. A não ser que a Nova Era derrube os tabus e nos revele, finalmente, essa grande verdade. Quem viver verá!
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Afinal, o que é “tarô para o autoconhecimento”?
Andam me perguntando o que é “tarô para o autoconhecimento”. O tarô é um instrumento simbólico de manifestação do inconsciente. Suas 22 cartas representam as energias do Universo disponíveis para nossa trajetória de vida. Cada uma remete a um campo específico de nossa constituição física, emocional e espiritual (energética). Quando abrimos as cartas do tarô diante de alguém, ou de nós mesmos, recebemos várias informações transmitidas por nosso inconsciente através das imagens dos arcanos escolhidos. São dicas para compreendermos com os olhos do invisível as energias que nos cercam naquele momento. A partir da decodificação destes símbolos, possibilitado pelo conhecimento teórico do conjunto das cartas e pela interação e leitura da aura (energia) de quem os está consultando, podemos investir no que está positivo, desprezar o negativo, ou insistir no negativo com cautela, sabendo que haverá dificuldades. Exemplo: Alguém quer viajar, porém o jogo mostra que não é um bom momento para deslocamentos e movimentos. Diante desta informação a pessoa pode desistir de viajar e aproveitar para ficar quieta em seu canto fazendo outras coisas; ou insistir na viagem sabendo que poderá ter problemas. A segunda opção diminui o nível de dificuldades encontradas na viagem, pois o conhecimento de uma ação não favorável, nos prepara para os imprevistos. Isto é adivinhação? Não, apenas leitura de tendências energéticas. Se essas tendências se mostram muito claras no jogo, pode-se até arriscar algumas afirmações que se transformarão, ou não, em previsão, dependendo das atitudes da pessoa que consulta as cartas.
O que se aprende num curso de tarô? Conhecer o que é o campo energético por onde transitam as cartas, especialmente a aura humana, através da qual a energia se manifesta. Observar as auras uns dos outros, visualmente e com a ajuda de óculos especial. Distinguir os baralhos – arcanos maiores e menores – e seus vários tipos. Perceber a diferença entre o tarô e o baralho cigano. Preparar o local para a proteção do jogo. Identificar os arcanos maiores, um a um, com suas energias específicas. Aprender e praticar um tipo de jogo. Este é o primeiro estágio. Depois, num segundo momento, se os alunos gostarem tem mais!
sábado, 28 de julho de 2012
Curso de “Tarô para o autoconhecimento” com Cristina Gurjão
Sábado, 25 de agosto, no Rio, no recém-inaugurado “Espaço do Agora”, na rua Mena Barreto, em Botafogo, das 15:00 às 18:00, tem início o primeiro módulo do curso “Tarô para o autoconhecimento: introdução ao tarô”. Os temas são: a história do tarô; diferença entre arcanos maiores e menores; o despertar da intuição; como preparar sua aura para o jogo (visualização da aura a olho nu e com óculos especial) - proteção pessoal e do ambiente -; diversos tipos de baralho e como escolher o seu; e o significado geral de cada arcano maior. Neste módulo os alunos aprendem um jogo simples para começar a praticar.
O segundo módulo tem como temas: divisão dos arcanos maiores por planos; os arcanos maiores e suas contrapartes; inversão de cartas; aspectos positivos e negativos; as cartas do carma; consagração do baralho; análise aprofundada de todos os arcanos maiores; jogo da Morgana de Avalon.
O curso se desenvolve em dois módulos independentes, um sábado por mês e custa R$ 90,00, por pessoa, cada módulo.
Estão abertas as inscrições antecipadas para o primeiro módulo com vagas limitadas – grupos de 12 pessoas. Os interessados podem se comunicar através do telefone (22) 2522-4917 ou do e-mail cristinaholistico@cristinagurjao.com.br para receber os procedimentos de inscrição.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O ANJO E O DEMÔNIO QUE EXISTEM EM CADA UMA DE NÓS
Olho-me no espelho e vejo um anjo. Do lado de lá uma fisionomia tranqüila, suave e bela me observa. Não me aborreço com os aspectos imperfeitos de mim mesma, pois eles parecem enevoados. As rugas, as bolsinhas debaixo dos olhos e a papada sobre o queixo que tanto me incomodam, desvaneceram-se. Até a barriguinha perdeu a nitidez. Por que será que hoje tudo que me perturba está tão sem importância?
Desço as escadas e vou preparar o café. Meus pés parecem que não tocam os degraus. Que coisa esquisita! Estou voando! Logo, logo chego à cozinha e num minuto me desincumbo da tarefa que, normalmente, leva uma eternidade. A realidade parece um sonho. Será que ainda estou dormindo? Só percebo o que, de fato, aconteceu, quando ao sentar para tomar a primeira refeição do dia, machuco minhas asas no encosto da cadeira. Gente, virei um anjo!
Imediatamente, ouço uma voz impertinente dizendo: “Virou um anjo não, este é apenas o seu “lado anjo” se manifestando. Ainda estou aqui, queridinha, para lembrar a você de algumas coisinhas.” Pronto, foi o suficiente para mexer com minha segurança. Os temores retornam como por encanto e um turbilhão de pensamentos densos me acometem. Subitamente, a vida volta ao foco e me recordo que estou no meio do mês e não tenho mais nem um tostão para pagar as contas! Ao mesmo tempo, me lembro que já estou atrasada para uma reunião importantíssima.
Corro para o banheiro para me arrumar e sinto um peso nas pernas. Ai essas varizes...Quando me olho, novamente, no espelho, me deparo com minhas rugas de expressão e penso que preciso marcar logo a consulta para acabar com elas. Mas, só entendo o porquê dessa repentina mudança de estado de espírito, ao tropeçar num estranho e comprido rabo na entrada do chuveiro. Meu Deus, virei um demônio!
Em vez de me assustar, assumo as rédeas da situação e digo para mim mesma que isto é, apenas, o meu “lado diabo” se manifestando!... E, praticando tudo que aprendi em minha jornada de autoconhecimento, aplico o único antídoto eficiente para encerrar a batalha entre anjos e demônios, quer sejam eles internos, ou externos: o equilíbrio. Respiro fundo, volto ao meu eixo, enxergo a realidade, simplesmente, como ela é e passo a viver o presente. Calmamente, escovo os dentes e ao levantar a cabeça, do outro lado do espelho, vejo uma mulher normal com a boca cheia de espuma: nem anjo, nem demônio!
terça-feira, 17 de julho de 2012
A imperatriz: a carta da vez
A imperatriz representa a mulher, o feminino manifesto. Ela nos mostra a placidez da conquista a plenitude da gestação. Em breve vai parir o fruto de seus desejos. É fértil e abundante em seus projetos e propósitos. Sempre que aparece no jogo indica algo que já foi alcançado e está sendo desfrutado com prazer. É um dos arcanos da segurança e da força. Quando olhamos para a carta da imperatriz percebemos que a pessoa está, como se diz no popular, “toda, toda”. Portanto, o momento atual é regido por essa energia de segurança feminina. Quem sabe, por ser período de férias escolares, as mães estejam liberando e praticando a maternidade de forma intensa. Mesmo as que não podem largar tudo para se dedicar aos filhotes, dão tratos à bola para ocupá-los e diverti-los durante esta época de descanso dos estudos. É a força feminina atuando, cuidando, se desdobrando para dar conta de tudo que lhe é atribuído e muito mais.
Se a carta da vez é a imperatriz, convém dar atenção, não só ao aspecto da maternidade, mas às mulheres de nossas vidas. Maridos, namorados, amantes mantenham-se alertas e aproveitem! As mulheres estão vibrando, a energia feminina está no ar. É bom olhá-las com respeito e admiração e demonstrar através de atitudes concretas. Tudo que for ofertado agora, fertilizará e se transformará em dádivas futuras.
E nós, mulheres, como viver este arcano? Ah, tenho um bom conselho: não acumulem castigos. Como assim? Bem, quando Adão e Eva pecaram no paraíso, Deus deu a cada um uma punição, até o final dos tempos. Adão passaria a sustentar a família com o suor de seu corpo. Eva iria parir com dor o fruto do amor do casal. As Evas do século XXI acumulam os dois castigos. Os Adãos jamais poderão somar a pena feminina. Está desigual. Concordam?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
OUVIR O CORAÇÃO - Um caminho para a autocura
O mundo vive momentos conturbados nestas primeiras décadas do milênio. Vários problemas causados por mudanças drásticas nas instituições desestabilizam o ser humano. A volubilidade do capitalismo e do sistema financeiro nos coloca diante da fragilidade do dinheiro no mundo contemporâneo. As guerras étnicas, religiosas e territoriais na Ásia, África e Europa denunciam situações de confronto ainda não resolvidas. A violência nos grandes centros urbanos revela o choque provocado pelo aumento populacional que gera conflitos entre as pessoas. O desequilíbrio climático, a ecologia e as questões que envolvem a sustentabilidade dos povos ainda não encontraram um consenso. As soluções para vivenciar essas crises, individualmente, muitas vezes estão nos medicamentos, no álcool, no fumo e, mais dramaticamente, nas drogas pesadas.
Será que existe cura para a humanidade? Como vivenciar esses tumultuados momentos e, ao mesmo tempo, manter a harmonia? Em meio à turbulência, a humanidade procura alternativas para a sua grande crise existencial. A matéria já não satisfaz nossos desejos, não preenche nosso vazio e não nos traz felicidade. Com isso, cada vez mais pessoas buscam a espiritualidade como um caminho de autocura, pois é ela que nos permite o autoconhecimento emocional. Mas o barulho em que vivemos não nos deixa entrar em contato com nosso deus interior. É preciso parar para ouvir a voz do coração, pois é lá que mora a essência divina. Quando cada indivíduo encontrar a felicidade dentro de si mesmo, atingirá a cura pessoal e estará dando um poderoso passo para a cura do planeta.
Só depois que encontramos um caminho espiritual e começamos a trilhá-lo, ganhamos força para trabalhar e transformar o emocional. A meditação, as terapias alternativas, a astrologia, o tarô e muitos outros instrumentos holísticos atuam em nosso campo sutil e ativam a intuição. Eles são, sem dúvida, excelentes coadjuvantes do processo de autocura emocional. Mas é bom lembrar que nenhum deles faz nada sozinho, não existem métodos mágicos. Só a consciência e o desejo de transformação interior é que nos devolvem o equilíbrio e, consequentemente, a conexão com o sagrado.
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